O deputado estadual e candidato a deputado federal pelo MDB, Pedro Longo, foi questionado Durante participação no podcast Papo Informal desta quinta-feira, 13, pelo jornalista Luciano Tavares sobre sua avaliação das administrações da governadora Mailza Assis e do prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene.
“De 0 a 10, professor Pedro Longo, de 0 a 10 para a governadora Mailza e de 0 a 10 para o prefeito Alysson Bestene?”, perguntou Luciano.
Na resposta, Longo deu nota 10 aos dois gestores. Primeiro, avaliou a administração municipal. “Eu vou começar pelo prefeito. O prefeito está indo muito bem, meu amigo Alysson, né? Vou dar nota 10”, afirmou.
Questionado novamente sobre a avaliação da governadora, o deputado também atribuiu nota máxima a Mailza. Segundo ele, a gestão estadual começou bem e, apesar das dificuldades naturais do período de transição, o governo já teria encontrado um ritmo de funcionamento.
Transição e críticas
Luciano também questionou se, na avaliação do deputado, parte das críticas dirigidas à governadora poderia estar relacionada à misoginia ou ao machismo estrutural.
Longo afirmou que não faria essa avaliação de forma tão direta. Para ele, as dificuldades enfrentadas no início da gestão estão mais relacionadas ao processo de transição administrativa.
“Eu acho que houve uma dificuldade da transição”, afirmou.
O deputado lembrou que teve a oportunidade de participar da posse de Mailza, quando estava ao lado do presidente em exercício da Assembleia Legislativa. Segundo ele, mesmo quando parte da equipe permanece, mudanças no comando do governo costumam provocar um período inicial de adaptação.
“Quando há uma mudança, mesmo que a equipe permaneça em parte, porque houve mudanças, as primeiras semanas sempre são um pouco difíceis”, explicou.
Na avaliação de Longo, quem assume o comando precisa conhecer a situação das secretarias, especialmente questões relacionadas ao orçamento e às despesas. Apesar disso, afirmou que o governo estadual já teria superado essa fase inicial.
“Mas eu acho que já pegou um ritmo bom, está tudo funcionando direitinho”, disse.
Ao ser questionado sobre possíveis reclamações dentro da base governista, Longo afirmou que o cenário político deve ser analisado também sob a perspectiva das eleições de 2026.
“Luciano, nós estamos no ano da eleição. Todo mundo está no modo sobrevivência”, declarou.
Segundo o parlamentar, deputados que integram a base governista também estão preocupados com suas próprias campanhas de reeleição, o que pode gerar tensões e movimentações dentro do grupo político.
Longo destacou ainda a concentração de parlamentares na federação formada por PP e União Brasil. De acordo com ele, 14 deputados estão atualmente na mesma chapa, embora considere improvável que todos consigam permanecer no Legislativo após as eleições. “É claro que não vai fazer 14, vai ter uma queda”, afirmou.
O deputado citou ainda a desistência de Chico Viga de disputar a reeleição como um dos sinais desse rearranjo eleitoral. Para Longo, portanto, eventuais reclamações dentro da base governista estariam mais relacionadas à disputa eleitoral e à necessidade de cada parlamentar preservar seu espaço político do que a uma crise de relacionamento com o governo.
“Eu atribuo isso mais a esse ambiente mais eleitoral propriamente do que de relacionamento”, frisou.





