“O silêncio tem um custo alto.” Com essa frase, o ex-deputado estadual e ex-secretário Moisés Diniz abriu uma manifestação nas redes sociais em que questiona o silêncio de políticos que, segundo ele, tiveram “espaços privilegiados” no governo de Gladson Cameli e que agora não se manifestariam publicamente após uma operação da Polícia Federal às vésperas das eleições.
No texto, publicado sob o título “O Silêncio Comissionado”, Diniz afirma não compreender a postura de antigos aliados e integrantes da gestão. “Não consigo entender o silêncio dos políticos que tiveram espaços privilegiados no governo Gladson Cameli”, escreveu.
Em tom de provocação, Diniz elevou a crítica: “Estão jogando para ‘não deixar pedra sobre pedra’ e ninguém diz nada, ninguém dá um pio, com suas centenas de apadrinhados no governo”, afirmou.
Moisés também contestou o que considera uma tentativa de levar a repercussão política do episódio para a governadora Mailza Assis. Segundo ele, a governadora assumiu recentemente o comando do Estado e enfrenta um período eleitoral considerado excepcional.
“E ainda querem envolver politicamente a Mailza, mesmo que ela tenha assumido agora e em período especial de eleição. Aí o silêncio fica ainda mais estranho.”
“Ninguém apanha sozinho”
Na publicação, Moisés Diniz também afirma que estaria sendo alvo de críticas por ter se manifestado sobre o assunto. Segundo ele, haveria jornalistas sendo pagos para tentar desqualificar seu posicionamento.
Sem apresentar, na publicação, nomes ou documentos que comprovem a afirmação, Diniz também fez uma comparação com governos anteriores do Acre.
“No tempo da esquerda, tinha muita coisa errada, mas ninguém apanhava sozinho, como estão fazendo com o Gladson”, escreveu.





