O Acre foi um dos estados brasileiros onde Flávio Bolsonaro (PL) obteve uma das maiores vantagens sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno das Eleições Gerais de 2026. No estado, o candidato do PL conquistou 64,56% dos votos válidos, enquanto Lula ficou com 28,73%.
Com o resultado nacional, a disputa pela Presidência da República será decidida em segundo turno, marcado para 25 de outubro. Nenhum dos candidatos alcançou mais de 50% dos votos válidos no primeiro turno.
Com 100% das urnas apuradas, Flávio Bolsonaro terminou a primeira etapa na liderança nacional, com 47,03% dos votos válidos, o equivalente a 56.102.126 votos. Lula ficou em segundo lugar, com 45,16%, somando 53.866.947 votos.
O desempenho de Flávio no Acre acompanha a tendência registrada em grande parte das regiões Norte, Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Entre os estados nortistas, o candidato do PL também venceu em Rondônia, Roraima e Tocantins. No Amapá, a diferença foi mínima, enquanto Lula levou a melhor no Amazonas e no Pará.
No Acre, a vantagem de Flávio Bolsonaro foi de 35,83 pontos percentuais sobre Lula, consolidando o estado entre os maiores redutos eleitorais do candidato no primeiro turno. A votação acreana ficou atrás apenas de Roraima, onde Flávio alcançou 71,06%, e de Rondônia, com 67,45%, entre os estados da região Norte.
Na outra ponta, Lula manteve forte predominância no Nordeste, onde liderou em todos os nove estados. O petista também venceu no Amazonas, no Pará e no Amapá.
Além dos dois candidatos que avançaram ao segundo turno, Augusto Cury (Avante) recebeu 3.448.364 votos, o equivalente a 2,89%; Renan Santos (Missão) teve 2.675.790 votos (2,24%); e Ronaldo Caiado (PSD) somou 2.605.009 votos (2,18%). Os demais candidatos ficaram abaixo de 1% dos votos válidos.
Em todo o país, 2.300.616 eleitores votaram em branco, correspondendo a 1,84%, enquanto 3.673.648 votos foram anulados, o equivalente a 2,93%. A abstenção chegou a 21,08%, com 33.465.745 eleitores que não compareceram às urnas.
No exterior, Lula terminou à frente, com 47,57% dos votos válidos, contra 43,49% de Flávio Bolsonaro. Ao todo, 916.534 brasileiros estavam aptos a votar fora do país, distribuídos em seções eleitorais de 186 cidades, em 134 países.
A votação no exterior, apesar de representar cerca de 0,5% do eleitorado nacional, supera o número de eleitores aptos em estados como Acre, Amapá e Roraima.





