Rio Branco, AC, 8 de novembro de 2026 09:28
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Kamai vai denunciar ao MP falhas graves em casas de conjunto habitacional construídas pela prefeitura

O vereador André Kamai (PT) fiscalizou as primeiras unidades habitacionais do programa de moradia da Prefeitura de Rio Branco, no loteamento Santo Afonso, e anunciou que vai acionar o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC). A representação exigirá a apuração sobre a qualidade das construções, a aplicação dos recursos públicos e a transparência do processo licitatório.

Durante a vistoria, o parlamentar identificou problemas estruturais e de acabamento que comprometem a habitabilidade dos imóveis. A fiscalização registrou temperaturas extremas no interior das residências, uso de madeira em áreas molhadas como banheiros, portas com travamento que impedem o fechamento correto e frestas visíveis nas paredes. “Visitamos as primeiras casas e o cenário é deprimente. Tirar famílias de uma situação difícil para colocá-las em um local sem condições dignas não faz sentido”, afirmou Kamai durante a inspeção.

A ação no MPAC fundamenta-se também na ausência de esclarecimentos oficiais por parte da gestão municipal. O vereador já havia protocolado requerimentos de informação na Câmara Municipal para obter o detalhamento dos custos da obra, a lista de empresas contratadas, o cronograma definitivo e os critérios de seleção das famílias beneficiadas, mas não obteve resposta.

A dimensão dos valores contratuais contrasta com a realidade encontrada na vistoria. A placa da obra indica um investimento total de R$ 33,6 milhões destinados à infraestrutura e edificação dessa primeira etapa do programa. Para o parlamentar, o volume de recursos torna ainda mais inaceitável a precariedade dos acabamentos. “Uma obra de mais de R$ 33 milhões não pode entregar casas com falhas tão graves à nossa população”, pontuou o vereador.

Diante da falta de retorno, o parlamentar reforçou a cobrança por respeito à população atingida. “Não se pode aceitar a ideia de que para a população vulnerável qualquer coisa serve. O morador de Rio Branco exige respeito e moradia digna, não improviso”, pontuou o vereador.