Rio Branco, AC, 6 de julho de 2026 13:55
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Defesa Civil alerta para piora da qualidade do ar e cobra conscientização da população para evitar queimadas em Rio Branco

A piora da qualidade do ar em Rio Branco já preocupa as autoridades. Nesta segunda-feira, 6, o coordenador da Defesa Civil Municipal, tenente-coronel Claudio Falcão, afirmou que a ausência de chuvas, o aumento dos focos de calor e dos incêndios urbanos já estão comprometendo a atmosfera da Capital e exigem a adoção de medidas preventivas por parte do poder público e da população.

Segundo Falcão, embora a poeira típica do período de estiagem contribua para a redução da qualidade do ar, os primeiros indícios de queimadas já começam a agravar o cenário.

“Nós já temos, sim, indícios de focos de calor e de incêndios urbanos, que também contribuem para que a qualidade do ar fique pior. Como não temos chuvas, o solo e a vegetação estão cada vez mais secos e propícios às queimadas”, destacou.

O coordenador informou que a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros e as secretarias municipais e estaduais de Meio Ambiente já colocaram em prática seus planos de contingência para minimizar os impactos da estiagem e prevenir novos incêndios.

Apesar das ações dos órgãos públicos, Falcão enfatizou que o sucesso no combate às queimadas depende, principalmente, da colaboração da população.

“Se a população não se conscientizar, a gente fica enxugando gelo. Se ninguém colocar fogo, nós não teremos incêndios. É preciso que as pessoas parem de usar fogo para limpar quintais ou realizar qualquer outra atividade”, alertou.

Ele explicou que existem diferentes tipos de incêndios — criminosos, acidentais e provocados por atos de vandalismo —, mas ressaltou que todos começam da mesma forma: alguém ateando fogo.

Falcão também defendeu o fortalecimento das ações de educação ambiental, fiscalização e punição aos responsáveis por queimadas ilegais. Segundo ele, além das multas aplicadas pelos órgãos ambientais, os casos mais graves devem resultar em responsabilização criminal.

O coordenador lembrou ainda que o Corpo de Bombeiros desenvolve ações preventivas, como o fogo controlado e a abertura de linhas frias, especialmente em áreas rurais, para reduzir o risco de grandes incêndios durante o período mais crítico da estiagem.

Ao final, reforçou que somente uma atuação conjunta entre poder público, órgãos de fiscalização, Ministério Público, Judiciário e sociedade poderá evitar o agravamento da temporada de queimadas no Acre.

“Todos juntos a gente consegue. Mas, sem a participação direta da população, nada será feito”, concluiu.