Rio Branco, AC, 30 de julho de 2026 11:23
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Bocalom diz que não muda de posição, promete integração do Juruá com o Peru e cutuca Alan Rick: “Não sou camaleão”

Pré-candidato ao Governo do Acre reafirma apoio a Bolsonaro, defende café como motor da economia e critica políticos que, segundo ele, mudam de posição conforme a conveniência

Em meio à disputa pelo Governo do Acre, o pré-candidato Tião Bocalom elevou o tom político durante agenda em Cruzeiro do Sul, na noite desta terça-feira, 28. Sem citar diretamente o senador Alan Rick, também pré-candidato ao governo, Bocalom afirmou que mantém suas posições políticas e criticou adversários que, segundo ele, mudam de lado conforme a conveniência.

“Eu não sou camaleão. Eu tenho posição. Nunca neguei que sou bolsonarista”, afirmou.

A declaração ocorreu após Bocalom reafirmar apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e defender a permanência de um alinhamento político com o campo da direita. A fala foi interpretada como uma crítica indireta a adversários que disputam o mesmo eleitorado.

Durante o discurso, Bocalom também apresentou uma de suas principais propostas para o Vale do Juruá: viabilizar a integração da região com o Peru. Segundo ele, a ligação com o país vizinho é um sonho antigo e, caso seja eleito governador, será uma das prioridades de sua gestão.

“Eu não vou abrir mão de ligar isso aqui com o Peru. É um sonho, mas nós temos que realizar. Se eu for eleito, nós vamos realizar”, declarou.

Para Bocalom, a integração internacional deve estar acompanhada do fortalecimento da produção rural. Ele citou Mâncio Lima como exemplo de município onde o crescimento da atividade agrícola teria contribuído para aquecer o comércio local.

“Hoje, Mâncio Lima tem dinheiro circulando no comércio local. É isso que eu quero para todos os municípios”, disse.

O pré-candidato defendeu ainda o agronegócio como um dos principais vetores de desenvolvimento econômico do Acre e apontou a cafeicultura como uma das atividades com maior potencial de geração de riqueza.

“O café é a saída para a nossa terra. O campo é que traz a verdadeira riqueza. Não é a cidade que traz a riqueza, é o campo”, afirmou.

Bocalom citou a própria experiência como produtor para reforçar o argumento e afirmou ter alcançado produtividade de 204 sacas de café por hectare.

“Quatro hectares produziram 816 sacas. Não precisa roubar, não precisa vender droga. É só tratar bem da lavoura”, declarou.

Ao retomar o discurso político, Bocalom voltou a mencionar Bolsonaro e disse esperar contar com o ex-presidente para ajudar a viabilizar projetos considerados estratégicos para o Acre. “O Bolsonaro vai estar lá em Brasília para ajudar a quebrar essa história. O Bolsonaro é o nosso candidato, ele é o nosso presidente”, concluiu.