Rio Branco, AC, 21 de outubro de 2026 13:00

Antes da votação do 2º turno, bastidores da Aleac fervem a respeito da escolha da nova Mesa, com Nicolau e Clodoaldo duelando por votos

Bom dia! Boa tarde! Boa note!

Os analistas políticos da Terra de Galvez costumam dizer que, quando uma eleição é definida no Acre, os postulantes já estão pensando na próxima, mas este não é o caso da disputa de poder dentro da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), que, mesmo antes da definição do 2º turno da eleição do governo, candidaturas já foram colocadas e a campanha já foi iniciada para o comando do legislativo estadual.

Antes mesmo da bênção do novo chefe do Por Executivo Estadual, nos bastidores, a eleição da nova Mesa Diretora da Aleac já vem mexendo no tabuleiro e inflando egos de quem sonha em comandar um dos maiores orçamentos no Estado. O detalhe interessante deste duelo é que dois deputados do Partido Progressistas devem disputar a eleição, que só acontece em fevereiro de 2027. 

Conhecido pela capacidade de articulação e bom trânsito entre os deputados, Nicolau Júnior busca uma nova eleição, enquanto Clodoaldo Rodrigues sonha em disputar pela primeira vez. O primeiro obteve nas urnas 18.149 votos. Já Rodrigues, 13.575 votos. Porém, regimentalmente, isso não vale muita coisa: quem teve mais votos ou menos votos. O critério é ter a maior base de apoio a seu nome.

Mas apenas articular entre os colegas não basta, se o postulante não contar com a simpatia e o carinho de quem se senta na cadeira de governador. Nos corredores da Assembleia, fala-se que Nicolau Júnior teria votos suficientes para se manter no cargo. Contam em torno de 16 a 17 votos, já que sempre foi um gestor atento às demandas dos deputados enquanto presidente.

Mas há um grupo puxado por Clodoaldo, do chamado baixo clero, que está insatisfeito e magoado, já que fuxiqueiros de plantão colocaram na cabeça dele que Nicolau seria responsável por uma condenação que ele sofreu na Justiça Eleitoral. Clodoaldo acredita que um chefe de legislativo teria influência, mas não é bem assim que a banda toca na corte do Tribunal Regional Eleitoral do Acre.

Outra verdade é que o poder nunca foi exercido completamente por um partido. Há a necessidade de divisão com quem ajudou e fez parte da aliança. Com dobradinhas seguidas com o deputado Luiz Gonzaga, que trocou o PSDB pelo MDB e abandonou a candidatura à reeleição, Nicolau Junior atendeu interesses da gestão estadual, mas nunca deixou de olhar para a demanda dos colegas de base e oposição.

Clodoaldo Rodrigues também aposta na cobrança de uma antiga ‘dívida’. Ele recepcionou em seu gabinete, na época, o esposo da governadora Mailza Assis, Madson Camelí, e sustentou todo o ônus a respeito da nomeação de Madson em seu gabinete. Agora, a fatura poderá ser cobrada, caso Mailza se consagre governadora novamente no próximo dia 25.

O duelo pelo comando do legislativo também serve como termômetro para a disputa de uma prefeitura, mas isso, meus três leitores, nós contamos em outra atualização, já que estaríamos antecipando três eleições e isso é demais até para quem termina uma pensando em outra. 

As cartas estão na mesa, façam suas apostas.