Rio Branco, AC, 16 de setembro de 2026 12:32

Apoio político, cargos e medo do desgaste empurram votação da LDO para o pós-eleição

Bom dia! Boa tarde! Boa noite!

Como diz a “moda” de Teodoro e Sampaio: “Quem tem… tem medo Quem tem… tem medo”. Digo isso porque os bastidores da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) estão pegando fogo. O motivo é a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Fazendo de conta que o PL não ingressou na Casa, a maioria dos deputados prefere nem comentar o assunto.

A governadora Mailza Assis (Progressistas) tem dois caminhos a adotar com relação à votação do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias. Forçar uma votação apenas após as eleições, para evitar o desgaste com os servidores públicos, caso insista em não acatar as emendas apresentadas pela oposição, que não é boba e incluiu os benefícios no período eleitoral para também obter votos.

O esvaziamento visto na sessão de ontem (15) tem um fator que poucos observaram. A culpa não recai 100% sobre os ombros da governadora. Os parlamentares, com mandatos concedidos pelo povo, também têm parte nisso. Sem querer afrontar o comando velado do Palácio Rio Branco, resolveram “sair fora”, como se diz no bom acreanês para não ter que debater o tema em plenário.

Por que fizeram isso? Ora, é simples. Quem é o ‘doido’ que vai colocar o pescoço na guilhotina a menos de 20 dias para as eleições? Envolve recursos partidários, apoio do Palácio Rio Branco a determinado candidato, pessoas da confiança de deputados nomeadas em cargos estratégicos no governo. Meus três leitores devem ficar atentos à questão, já que fugir dela não é opcional. 

Para começo de conversa, adiar a votação da LDO é inconstitucional. A Constituição Estadual é clara, estabelece prazos e regras. Porém, nem os fiscais da lei observaram isso. Agora, é observar os próximos passos. O certo é que as emendas apresentadas pelo deputado estadual Edvaldo Magalhães são razoáveis e aplicáveis. Não há motivo para alvoroço. Todas são previsões de como se comportará o governo em 2027. 

Um detalhe: esse orçamento de 2027 é diferenciado. Pode ser gerido pela atual governadora, em um possível novo governo, quanto pode ser administrado por um dos concorrentes dela. Ou seja, todos estão de olho na Assembleia e nos passos de cada deputado. Eles, encolhidos, já que disputam a reeleição e temem aprovar um projeto que pode ser decisivo nas suas pretensões políticas. 

O que resta é continuar apreciando o resto da “moda” de Teodoro e Sampaio: 

“Ninguém no mundo é feito só de coragem

Conta vantagem, mas esconde o seu segredo

Tenho certeza, eu garanto e bato o pé

Aposto com quem quiser

Quem tem… tem medo

Quem tem… tem medo”