O Acre está entre os Estados brasileiros com menor número de focos de incêndio registrados em 2026. Até 12 de agosto, o Estado contabilizou 121 ocorrências, segundo dados da plataforma Terra Brasilis, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Com o número, o Estado aparece na 25ª posição no ranking nacional, à frente apenas do Distrito Federal, com 63 focos, e do Amapá, que registrou 62. O levantamento considera os registros acumulados desde 1º de janeiro.
Em todo o Brasil, foram identificados 29.618 focos de incêndio no período. O Acre responde, portanto, por uma pequena parcela das ocorrências registradas no país.
O contraste é ainda maior quando comparado aos estados que lideram o levantamento. Mato Grosso aparece em primeiro lugar, com 4.553 focos, seguido por Tocantins (4.141), Bahia (3.256), Maranhão (3.121) e Pará (3.112).
Somados, os cinco estados concentram mais de 18 mil focos, aproximadamente 62% de todas as ocorrências registradas no país até 12 de agosto.
Entre os estados da Amazônia Legal, o Acre também apresenta um dos menores números absolutos. O Pará contabiliza 3.112 focos, enquanto Roraima tem 1.695, Amazonas registra 587 e Rondônia, 191.cO Amapá aparece com 62 ocorrências, enquanto o Acre contabiliza 121.
Apesar do número relativamente baixo, o Estado permanece no radar de atenção para o segundo semestre, período marcado pela intensificação da estação seca na região amazônica.
El Niño aumenta atenção para a estação seca
O cenário climático também exige cautela. O El Niño está se fortalecendo e pode influenciar a distribuição das chuvas e as temperaturas em diferentes regiões do país.
A previsão para o trimestre de agosto a outubro indica possibilidade de chuvas abaixo da média em áreas do centro-norte do Brasil, além de temperaturas acima da média em grande parte do território nacional.
Na Amazônia, a combinação de períodos prolongados sem chuva, temperaturas elevadas, baixa umidade e vegetação mais seca pode aumentar a facilidade de propagação do fogo.
Os dados do Inpe mostram que os focos estão concentrados principalmente no Centro-Oeste, Matopiba e em áreas da Amazônia.
Mato Grosso lidera o ranking, com 4.553 ocorrências, seguido por Tocantins (4.141), Bahia (3.256), Maranhão (3.121), Pará (3.112), Minas Gerais (1.767) e Roraima (1.695). Na outra ponta, aparecem Amapá (62), Distrito Federal (63), Acre (121), Sergipe (131) e Paraíba (147).





