Rio Branco, AC, 24 de agosto de 2026 13:08
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Preço da cesta básica recua em 26 Capitais, mas ainda compromete quase metade do salário mínimo dos acreanos

O preço da cesta básica recuou em 26 das 27 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) em julho deste ano. Apesar da queda generalizada, o custo dos alimentos essenciais continua representando uma parcela significativa da renda das famílias acreanas.

Em Rio Branco, a cesta básica ficou em R$ 692,04 no mês passado. O valor coloca a capital acreana em uma posição intermediária entre as cidades da região Norte, mas ainda representa um peso importante no orçamento de trabalhadores que dependem do salário mínimo.

Na comparação regional, Rio Branco teve uma cesta mais barata que Boa Vista (R$ 730,74), Belém (R$ 724,10), Palmas (R$ 731,89) e Manaus (R$ 697,80). Por outro lado, ficou acima de Porto Velho, que registrou R$ 684,83.

O levantamento mostra uma diferença expressiva no custo da alimentação básica entre as capitais brasileiras.

São Paulo apresentou a cesta mais cara do país, com R$ 915,01, seguida por Cuiabá (R$ 881,27) e Florianópolis (R$ 860,73). No extremo oposto, Aracaju teve a cesta mais barata, com R$ 594,07, seguida por Maceió (R$ 618,60) e Natal (R$ 631,51).

Rio Branco, com seus R$ 692,04, ficou abaixo da média dos valores mais elevados registrados nas capitais do Centro-Sul, mas distante dos menores preços encontrados no Nordeste.

Quanto pesa no bolso do trabalhador?

O valor da cesta ajuda a dimensionar o impacto dos alimentos no orçamento familiar. Considerando o salário mínimo vigente em 2026, de R$ 1.621, a cesta de Rio Branco corresponde a aproximadamente 42,7% da renda mínima mensal.

Na prática, isso significa que quase metade de um salário mínimo seria necessária apenas para comprar os produtos considerados essenciais na cesta básica, antes mesmo de despesas como aluguel, água, energia elétrica, transporte, medicamentos e outras necessidades.

A situação também evidencia a distância entre o rendimento mínimo e o custo considerado adequado para uma família.

Segundo o DIEESE, o salário mínimo necessário para atender às despesas básicas de uma família de quatro pessoas chegou a R$ 7.687,01 em julho. O valor é quase cinco vezes superior ao salário mínimo.