O avanço da estiagem no Acre tem provocado um aumento expressivo na circulação de vírus respiratórios, elevando o número de atendimentos e internações, principalmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas. O cenário preocupa as autoridades de saúde, que reforçam a importância da vacinação e da adoção de medidas preventivas para conter a transmissão das infecções típicas deste período do ano.
Dados da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) apontam que, entre janeiro e junho deste ano, 43 pessoas morreram em decorrência de complicações relacionadas às doenças respiratórias. Em Rio Branco, as unidades de média e alta complexidade operam próximas do limite da capacidade de internação, refletindo o aumento da demanda por atendimento.
Entre os principais agentes infecciosos em circulação estão o vírus sincicial respiratório (VSR), responsável por grande parte dos casos de bronquiolite em crianças pequenas, além do adenovírus, rinovírus, influenza A e B e do vírus da Covid-19, que continua circulando no estado.
Especialistas explicam que as mudanças bruscas de temperatura, comuns durante a transição para o verão amazônico, exigem maior esforço do organismo para manter o equilíbrio térmico. Esse processo reduz temporariamente a eficiência do sistema imunológico e favorece o ressecamento das mucosas das vias respiratórias, criando um ambiente propício para a instalação de vírus e o agravamento de doenças como gripe, rinite, sinusite, bronquite e crises de asma.
O Ministério da Saúde também acompanha o cenário na Região Norte. Monitoramento realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) indica que o Acre, especialmente Rio Branco, integra a área de maior atenção para síndromes respiratórias durante o período de estiagem, quando a combinação entre baixa umidade do ar, poeira e circulação viral contribui para o aumento dos casos.
Além da vacinação contra a gripe e a Covid-19, profissionais de saúde orientam que a população mantenha hábitos preventivos incorporados durante a pandemia, como higienizar as mãos com frequência, utilizar máscara em ambientes fechados ou com aglomeração quando houver sintomas respiratórios e evitar contato próximo com pessoas gripadas.
Outra recomendação é reforçar a hidratação diária, principalmente entre crianças pequenas e idosos, grupos que apresentam maior risco de desenvolver complicações. Manter uma alimentação equilibrada, ambientes ventilados e acompanhamento médico diante dos primeiros sinais de agravamento também são medidas importantes para reduzir o número de internações durante o período mais crítico da estiagem.





