Rio Branco, AC, 30 de julho de 2026 14:25
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Acre chega a 121 transplantes de fígado e recebe pacientes de outros estados para tratamento de alta complexidade

A realização do 121º transplante de fígado pela Fundação Hospitalar do Acre (Fundhacre), nesta quinta-feira, 30, coloca em evidência um serviço de alta complexidade que, apesar das limitações estruturais enfrentadas pela saúde pública na região Norte, atende pacientes do próprio estado e também de outras unidades da federação.

O receptor do procedimento desta quinta-feira é Valério Bryk, de 54 anos, natural de Rondônia. Diagnosticado com hepatocarcinoma, um tipo de câncer no fígado, e cirrose, ele foi incluído em situação especial na lista de transplantes devido à gravidade do quadro clínico.

Valério está há cerca de dez meses em Rio Branco, onde permaneceu acompanhado da esposa à espera de um órgão compatível. A trajetória do paciente expõe uma das características de procedimentos de alta complexidade: a necessidade de deslocamento e permanência prolongada longe da cidade de origem enquanto o paciente aguarda uma oportunidade de transplante.

O procedimento também depende da decisão de uma família que autorizou a doação de órgãos. A partir dessa escolha, o fígado do doador pôde ser destinado a um paciente que aguardava na fila por uma nova oportunidade de vida.

Antes da cirurgia, Valério recebeu a visita da governadora Mailza Assis na Fundhacre. A presença da chefe do Executivo estadual ocorreu no momento em que o paciente aguardava a realização do procedimento.

A capacidade de realizar transplantes de fígado em Rio Branco representa um aspecto relevante para o atendimento de pacientes da região Norte, historicamente marcada pela concentração de serviços de alta complexidade em grandes centros do país. Ao mesmo tempo, a manutenção de um programa desse porte exige estrutura hospitalar, equipes especializadas, disponibilidade de leitos e acompanhamento médico permanente.

Após a cirurgia, Valério será acompanhado inicialmente na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Fundhacre. A evolução clínica determinará a transferência para a enfermaria e, posteriormente, a continuidade do tratamento de forma ambulatorial.

O transplante não encerra o tratamento. O paciente precisará fazer uso contínuo de medicamentos imunossupressores para reduzir o risco de rejeição do órgão, além de manter acompanhamento médico regular.