A agricultura familiar e a regularização fundiária foram colocadas no centro do discurso de Tião Bocalom, candidato ao Governo do Acre, e Eduardo Velloso, que disputa uma vaga no Senado, durante agenda política nesta quarta-feira, 26, em Epitaciolândia. A dupla percorreu as ruas da região comercial, acompanhada por militantes, conversou com comerciantes e moradores e visitou lideranças do município.
A passagem pela fronteira com a Bolívia foi marcada por um discurso voltado principalmente ao produtor rural. Bocalom defendeu a ampliação de políticas públicas para garantir melhores condições de produção, transporte, assistência técnica e comercialização dos alimentos cultivados por pequenos agricultores.
Para o candidato ao governo, o potencial agrícola de Epitaciolândia esbarra em problemas estruturais que dificultam a vida de quem produz. Entre as principais demandas apontadas por ele estão a recuperação de ramais, assistência técnica, regularização das propriedades, beneficiamento da produção e criação de mecanismos que assegurem mercado para os produtos.
“Epitaciolândia tem muita gente que já tenta fazer agricultura há muito tempo. E, infelizmente, por falta de apoio do governo federal e do governo estadual, falta ramal, falta assistência técnica, falta garantia da produção, falta o beneficiamento e a comercialização”, afirmou.
Bocalom disse que, se eleito, pretende transformar a produção rural em uma das ferramentas para movimentar a economia dos municípios. A proposta, segundo ele, passa por melhorar a infraestrutura de acesso às propriedades e criar condições para que o agricultor consiga produzir, escoar e comercializar.
“Como governador do Estado, e o nosso querido Eduardo Velloso como senador em Brasília, a gente vai lutar para fortalecer a agricultura familiar aqui nessa região, colocando ramal, assistência técnica e garantia da produção. É isso. Não tem outra saída para a gente ver a riqueza se multiplicando e vindo para a cidade”, declarou.

Velloso promete atuação em Brasília
Candidato ao Senado, Eduardo Velloso concentrou sua fala na defesa dos produtores rurais e na regularização fundiária. O candidato criticou o que classificou como uma postura de perseguição do governo federal contra trabalhadores do campo e afirmou que pretende atuar, em Brasília, para ampliar a segurança jurídica das propriedades.
“Quem planta, quem trabalha no campo não é ladrão, é trabalhador. E a gente está vendo o governo federal perseguir essas pessoas, tratando o pessoal como bandido. Isso vai acabar. Nós vamos ajudar em Brasília para resolver isso”, disse.
Velloso também defendeu alterações em pontos do Código Florestal e afirmou que pretende trabalhar pela ampliação da regularização fundiária no Acre. Durante o discurso, estabeleceu uma parceria política com Bocalom e prometeu uma ação de grande escala para garantir títulos aos proprietários.
“Queremos mudar o Código Florestal para que você tenha liberdade e tenha o seu título. Vamos fazer um compromisso aqui, Bocalom: vamos fazer a maior regularização de terra que o Acre já teve”, afirmou.

Bocalom cita experiência na Prefeitura
Ao defender a regularização fundiária, Bocalom utilizou como referência ações realizadas durante sua passagem pela Prefeitura de Rio Branco. Segundo ele, o trabalho iniciado na capital poderá ser ampliado caso assuma o governo estadual.
“Nós fizemos uma parte aqui da cidade através de recursos nossos, mas nós queremos levar isso para o homem do campo e para todo o estado do Acre”, afirmou.
Os candidatos também reforçaram a defesa de um tratamento diferenciado para áreas destinadas à produção de alimentos e disseram que o produtor rural precisa ter segurança jurídica e condições para trabalhar sem ser tratado como criminoso.
“Não dá para perseguir o povo que está trabalhando. Nós não vamos aceitar esse jeito. O nosso senador em Brasília vai nos ajudar, e eu, como governador, também não vou para cima do produtor. Vou estar ao lado de quem produz”, declarou Bocalom.





