Rio Branco, AC,24 de junho de 2026 13:09
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Para escapar da Justiça Eleitoral, no caso dos outdoors, Alan Rick se defende e diz ser vítima de perseguição

Em resposta, o senador Alan Rick afirmou que respeita a Justiça Eleitoral e que a decisão de retirada dos outdoors foi integralmente cumprida

A instalação de outdoors com a imagem e ações do senador Alan Rick em Rio Branco, Xapuri e Senador Guiomard foi denunciada e está em análise pela Justiça Eleitoral. Além do conteúdo das peças, a origem dos recursos utilizados, quem financiou a campanha de divulgação e se houve abuso de poder econômico, abuso de poder político ou uso irregular de recursos públicos, também estão sob investigação.

A denúncia aponta que os outdoors espalhados em diferentes municípios poderiam configurar propaganda eleitoral antecipada e gerar desequilíbrio na disputa eleitoral antes mesmo do período permitido pela legislação.

Diante dos indícios apresentado, os outdoors foram considerados suficientemente problemáticos para motivar uma decisão judicial de retirada imediata das peças publicitárias, fixando multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento.

A decisão demonstra que a denúncia foi considerada suficientemente relevante para justificar uma medida urgente.

A reportagem teve acesso à defesa do senador Alan Rick, que ao invés de responder os questionamentos, adota como a estratégia reforçar a narrativa de que o caso seria de perseguição política, sustentando que os outdoors tinham apenas caráter informativo, divulgando obras e recursos destinados ao Acre.

Porém, o principal questionamento é quem pagou pela produção e instalação dos outdoors, quanto foi gasto e se houve utilização de estrutura capaz de promover politicamente o parlamentar fora das regras eleitorais.

Outro ponto que chama atenção é que a defesa tenta afastar qualquer responsabilidade direta do senador, alegando que não existem provas de que ele tenha contratado, autorizado ou financiado a instalação das peças. Ao mesmo tempo, argumenta que o conteúdo não tinha pedido de voto nem referência explícita às eleições.

Na prática, porém, a investigação busca justamente esclarecer essas questões. É para descobrir a autoria, a origem dos recursos e a eventual existência de irregularidades que procedimentos desse tipo são instaurados pela Justiça Eleitoral.

Agora, caberá à Justiça analisar as provas e esclarecer se a divulgação foi apenas uma prestação de contas do mandato ou se ultrapassou os limites permitidos pela legislação eleitoral.

Enquanto a defesa pede o arquivamento do processo por falta de provas, a investigação segue com o objetivo de responder perguntas que ainda permanecem sem resposta: quem financiou os outdoors, qual foi o valor gasto, qual a origem dos recursos utilizados e se houve benefício político-eleitoral decorrente da exposição das peças em diversos municípios acreanos.

Alan Rick sustenta caráter de prestação de contas do mandato

Em resposta, o senador Alan Rick afirmou que respeita a Justiça Eleitoral e que a decisão de retirada dos outdoors foi integralmente cumprida.

Segundo ele, as peças faziam referência a investimentos e recursos destinados ao Acre por meio do mandato parlamentar e não continham pedido de voto ou qualquer menção ao processo eleitoral.

O senador disse que os esclarecimentos jurídicos já foram apresentados nos autos e que aguarda, com serenidade, a análise da Justiça. Alan Rick acrescentou que a transparência na destinação dos recursos públicos sempre pautou sua atuação e defendeu que o debate público e a aplicação das normas eleitorais ocorram com equilíbrio, isenção e igualdade de tratamento, princípios que devem valer para todos.

O senador afirmou ainda que, independentemente das disputas políticas, seguirá concentrando seus esforços em trabalhar pelo Acre, cuidar das pessoas e garantir que os investimentos destinados ao estado cheguem a quem mais precisa.