Rio Branco, AC, 22 de setembro de 2026 20:11
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“Peguei um Estado com os contratos prontos”: Mailza reage à operação da PF e diz que não vai interferir nas investigações

“Eu peguei um Estado pronto, um governo com os contratos prontos.” Foi dessa forma que a governadora e candidata à reeleição Mailza Assis (PP) respondeu, na noite desta terça-feira, 22, ao ser questionada sobre as recentes operações da Polícia Federal no Acre. Ela afirmou que confia na Justiça e declarou que não pretende criar qualquer impedimento ao andamento das investigações.

A declaração ocorreu na chegada ao Ginásio do Sesi, em Rio Branco, onde Mailza participaria de um encontro com profissionais da educação.

“Confio na Justiça, não vou fazer nenhum impedimento, vai seguir as investigações. Eu peguei um Estado pronto, um governo com os contratos prontos, e aquilo que for necessário fazer, a gente vai fazer”, afirmou a governadora.

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira as operações Ptolomeu IV e Umbra, que investigam, entre outros fatos, suspeitas relacionadas à construção da nova sede do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) e uma estrutura que, segundo a investigação, teria sido utilizada para dificultar o trabalho da própria PF. A Ptolomeu IV conta com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU).

Segundo a PF, uma das frentes da investigação apura a contratação da empresa responsável pela construção inicial da nova sede do Imac. Auditoria da CGU apontou indícios de superfaturamento por inexecução parcial, estimado em aproximadamente R$ 1,2 milhão, referente a serviços que teriam sido medidos e pagos, mas que não teriam sido efetivamente executados. A investigação também apura possíveis desvios de recursos provenientes dos contratos públicos.

A manifestação de Mailza ocorreu poucos dias depois de outra operação da Polícia Federal no Estado. Em 17 de setembro, a PF deflagrou a Operação Death Note, com apoio da CGU, para investigar suspeitas de desvio de recursos públicos federais destinados a uma secretaria estadual por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Segundo a PF, o possível prejuízo aos cofres públicos ultrapassaria R$ 30 milhões.

Ao comentar o cenário, Mailza afirmou que pretende deixar as investigações seguirem seu curso e que caberá ao governo adotar as providências consideradas necessárias.

“Agora é confiar na Justiça, confiar também nos planos de trabalho que foram propostos na educação e seguir em frente”, declarou.

A governadora não detalhou, na fala, quais medidas pretende adotar em relação aos contratos mencionados nas investigações. As operações seguem em andamento, e os fatos investigados ainda dependem da conclusão das apurações e das decisões das autoridades competentes.