Rio Branco, AC, 4 de setembro de 2026 18:58
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Vereador Samir Bestene destina emenda e ajuda a levar educação financeira a mais de 8 mil crianças de Rio Branco

O vereador Samir Bestene (PP) colocou a educação financeira no centro de uma iniciativa que pretende alcançar mais de 8 mil crianças da rede municipal de Rio Branco. Por meio de emenda destinada pelo parlamentar, o município lançou na quarta-feira, 2, o Programa Municipal de Educação Fiscal e Educação Financeira de 2026, que atenderá 8.104 estudantes do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, em 28 escolas e um anexo.

A proposta é levar para dentro das salas de aula um tema que costuma aparecer tarde na vida das pessoas: como administrar dinheiro, planejar gastos, poupar, compreender receitas e despesas e fazer escolhas de consumo com mais responsabilidade.

Para Samir Bestene, a iniciativa pode ajudar a enfrentar problemas que já fazem parte da realidade de muitas famílias de Rio Branco, especialmente o endividamento e a dificuldade de geração de renda.

“Hoje a gente está dando um grande passo para que a gente possa mudar a chave em alguns dados que nós temos na nossa capital, como, por exemplo, a falta de emprego que a gente sofre, como também a quantidade de famílias endividadas que a nossa cidade tem”, afirmou o vereador durante o lançamento.

O parlamentar defende que a mudança de comportamento financeiro precisa começar ainda na infância. Para ele, a escola pode ser o ponto de partida para formar uma geração mais preparada para lidar com dinheiro, oportunidades e decisões econômicas.

“É o início, uma semente que nós estamos jogando para colher bons frutos na futura geração”, declarou Samir, ao destacar que o programa também pretende incentivar o empreendedorismo, o setor privado e conceitos básicos de economia doméstica.

A ideia é que o conteúdo não fique restrito a números e contas. As atividades devem abordar situações do cotidiano das crianças, mostrando de forma acessível a diferença entre necessidade e desejo, a importância de planejar despesas e o valor de guardar parte dos recursos.

O programa também trabalha a chamada educação fiscal, explicando aos estudantes de onde vêm os recursos públicos e como os impostos pagos pela população são transformados em serviços.

A secretária municipal de Educação, Kelce Nayra Paes, destacou que o conhecimento adquirido pelos alunos pode chegar também às famílias.

“Nada mais didático do que fazer com que as nossas crianças levem essa responsabilidade social para as famílias, principalmente. Hoje nós vemos tantas situações nas famílias de endividamento”, afirmou.

Segundo a secretária, a educação fiscal também busca mostrar aos estudantes que os tributos arrecadados retornam à sociedade por meio de ações públicas.

“Todos os tributos, todos os impostos que nós arrecadamos, eles viram um bem público. E nós devemos, sim, saber, ter responsabilidade e cuidar desse bem”, disse.

Para transformar assuntos como impostos, orçamento e planejamento financeiro em conteúdos compreensíveis para alunos dos primeiros anos, as escolas poderão utilizar diferentes estratégias pedagógicas.

Nayra explicou que a linguagem precisa ser adaptada à faixa etária dos estudantes. “No primeiro ao quinto ano, nós temos que trabalhar com uma linguagem acessível”, explicou.

As escolas terão liberdade para desenvolver as atividades de acordo com sua realidade. Os trabalhos produzidos pelos estudantes serão posteriormente avaliados por uma comissão, que selecionará os destaques da edição.

Programa terá premiação de até R$ 128 mil

Além do conteúdo pedagógico, o programa terá uma premiação para estimular a participação dos estudantes e das escolas.

De acordo com o secretário municipal de Finanças, Wilson Leite, serão destinados até R$ 128 mil em premiações nesta edição. Cada escola poderá receber aproximadamente R$ 4,2 mil, enquanto alunos e profissionais envolvidos também poderão ser premiados.

“O aluno campeão ganha R$ 1.200, e o professor, o diretor e o coordenador também recebem uma premiação pelo fato de participarem desse concurso”, explicou.

Wilson também destacou a importância de mostrar às crianças a relação entre os impostos pagos pelas famílias e os serviços oferecidos pelo poder público. “Quando a gente mostra que o uso do recurso do imposto pago pelo contribuinte é revestido em ações sociais, de educação, infraestrutura e saúde, a gente torna aquele cidadão consciente do valor do imposto que o pai dele paga”, afirmou.

Segundo o secretário, a experiência desenvolvida em Rio Branco chamou a atenção do Governo do Acre, que firmou um convênio com o município para auxiliar na implantação da iniciativa também na rede estadual.

O prefeito Alysson Bestene afirmou que a inclusão da educação financeira amplia o alcance do programa e prepara os estudantes para situações que fazem parte da vida econômica das famílias.

Segundo ele, a proposta é ensinar desde cedo noções de planejamento, economia e formação de uma reserva financeira. “É importante saber como utilizar bem o dinheiro e a renda familiar, ter a noção de poupar também, porque a gente vê muitas famílias endividadas”, afirmou.

A aposta da Prefeitura e do vereador Samir Bestene é que o conhecimento ultrapasse os muros das escolas. Ao aprender a diferença entre receita e despesa, compreender a importância de poupar e refletir antes de consumir, a criança pode levar esses conceitos para dentro de casa.

Para o progressista, é justamente aí que está o principal resultado esperado da emenda e do programa: começar agora a preparar os cidadãos que tomarão decisões econômicas no futuro. “Eu acredito muito nessa pauta para que essa atual geração possa ter um futuro melhor para a nossa cidade”, afirmou o vereador.