O Acre está entre os 14 Estados que apresentam incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em níveis de alerta, risco ou alto risco, segundo o mais recente Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A análise considera a semana epidemiológica 31, entre os dias 2 e 8 de agosto.
Apesar do nível de atenção, o cenário nacional indica queda ou estabilização dos casos de SRAG em 23 das 27 unidades da Federação. Apenas Rondônia, Mato Grosso, Bahia e Sergipe apresentam um leve sinal de crescimento.
Além do Acre, estão entre os Estados classificados em níveis de alerta, risco ou alto risco Amazonas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina e Sergipe.
Rio Branco está em nível de atenção
Entre as capitais brasileiras, Rio Branco também aparece entre as cidades com incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas. Apesar disso, o InfoGripe não identificou sinal de crescimento da doença na tendência de longo prazo na Capital acreana.
Rio Branco está no mesmo grupo de Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Brasília (DF), Manaus (AM) e São Luís (MA), que apresentam níveis elevados de incidência, mas sem tendência de crescimento no longo prazo.
Em contrapartida, Belém (PA) e Porto Velho (RO) apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco e sinal de crescimento na tendência de longo prazo.
VSR continua entre os principais responsáveis pelos casos graves
O boletim aponta sinais de início ou manutenção da queda dos casos de SRAG provocados pelo vírus sincicial respiratório (VSR). Mesmo assim, os registros continuam elevados em oito estados: Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Roraima, São Paulo, Santa Catarina, Sergipe e Rio Grande do Sul.
No cenário nacional, o VSR representa 42,2% dos casos com resultado laboratorial positivo registrados em 2026, sendo o principal vírus identificado entre os casos de SRAG.
O rinovírus aparece em seguida, com 30%, enquanto a influenza A responde por 18,6%, a influenza B por 5,2% e o Sars-CoV-2, causador da Covid-19, por 4%. A Fiocruz reforça que a vacinação continua sendo a principal medida de prevenção contra casos graves e mortes provocados pelos principais vírus respiratórios.





