A política costuma testar lideranças nos momentos de maior pressão. É justamente nessas circunstâncias que se mede a capacidade de decidir, assumir responsabilidades e lidar com as consequências dos próprios atos.
Bastou a governadora “cortar as asinhas” de um pequenino grupo para este tentar desestabiliza-la
É isso que a governadora Mailza tem demonstrado ao tomar decisões que considera necessárias ao seu governo, mesmo diante de desgastes políticos que ela inevitavelmente provocaria. Ao fazê-las, ela transmite a mensagem de que a autoridade do cargo não pode ser exercida pela metade nem dividida por conveniências.
Engana-se quem imagina que o governo esteja chegando ao fim para Mailza. Na prática, seu governo parece estar apenas começando. É agora que ela passa a imprimir com mais clareza seu estilo de gestão e a deixar evidente que pretende conduzir a administração com autonomia.
Seu jeito sereno, meigo, educado e discreto pode levar alguns a subestimarem sua capacidade de comando. Mas firmeza não se mede pelo tom de voz. Mede-se pela disposição de decidir quando as circunstâncias exigem. E, ao que tudo indica, a governadora deixou claro que não admite a existência de dois centros de poder dentro do seu governo.
No fim das contas, governar exige limites, inclusive para o diálogo. Exige autoridade para decidir e responsabilidade para sustentar as decisões tomadas. É esse o verdadeiro peso da caneta. E, ao fazer uso dela, Mailza sinaliza que pretende exercer plenamente a autoridade do cargo na gestão que está sob seu comando.
Antônia Justina é eleitora do Acre





