A mais recente pesquisa Quaest sobre as preocupações dos brasileiros traz uma discussão que também precisa ser feita no Acre. Para 33% dos entrevistados, a violência é hoje o principal problema do país. A economia aparece em segundo lugar, com 15%, seguida por saúde e corrupção, ambas com 14%.
No Acre, esses temas não podem ser tratados como assuntos isolados. Segurança, saúde, educação e problemas sociais dependem de políticas públicas específicas, mas todos eles são afetados pela capacidade da economia de gerar emprego, renda, investimento e arrecadação.
Uma economia forte não resolve tudo sozinha. Segurança pública exige polícia preparada e investigação. Saúde depende de boa gestão. Educação precisa de planejamento e valorização dos profissionais. Mas nenhuma dessas áreas funciona bem por muito tempo sem recursos.
Quando a economia cresce, empresas investem, empregos são criados, a renda das famílias melhora e o poder público arrecada mais. Quando a economia enfraquece, ocorre o contrário.
A violência é um bom exemplo. Combater o crime exige ação do Estado, mas também prevenção. Um jovem que encontra oportunidade de estudar, trabalhar, aprender uma profissão ou empreender tem mais perspectivas de futuro e fica menos vulnerável ao recrutamento pelo crime.
Isso não significa dizer que pobreza gera criminalidade. Significa reconhecer que falta de oportunidade e ausência de perspectivas aumentam a fragilidade social.
Na saúde, a lógica também aparece. Famílias com mais renda conseguem cuidar melhor da alimentação, da prevenção e de necessidades básicas. Ao mesmo tempo, uma economia mais forte amplia a capacidade do Estado de financiar hospitais, medicamentos e profissionais.
O mesmo vale para a assistência social. Ela é indispensável para quem precisa, mas não pode ser confundida com desenvolvimento. O objetivo maior deve ser criar condições para que as pessoas conquistem autonomia por meio do trabalho, da qualificação e do empreendedorismo.
No Acre, isso passa necessariamente pelo fortalecimento do setor privado. Empresas precisam ter condições de crescer, investir e contratar. Quanto mais atividade econômica houver, maior será a geração de riqueza e maior também será a capacidade do Estado de financiar serviços públicos.
Por isso, não basta discutir apenas como gastar os recursos públicos. É preciso discutir como gerar mais riqueza.
A economia não substitui boas políticas de segurança, saúde ou educação. Mas cria as condições para que essas políticas tenham continuidade e alcance.
Nosso desafio é construir um ambiente em que trabalhar valha a pena, empreender seja possível e investir seja seguro.
Porque uma economia forte não aparece apenas nos gráficos. Ela aparece no emprego, na renda das famílias, nas oportunidades para os jovens e na capacidade do Estado de prestar melhores serviços.
Quando a economia melhora, seus efeitos chegam muito além do bolso.
Chegam à segurança, à saúde, à dignidade e ao futuro.





